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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Poposta de intervenção na redação no Enem


Proposta de intervenção na redação do Enem

Muitos candidatos confundem a proposta de intervenção na redação do Enem com uma simples conclusão, esquecendo-se de apresentar soluções viáveis para o problema sugerido.

Por Luana Castro Alves Perez

Além da proposta de intervenção, é indispensável que a redação do Enem apresente coesão, coerência e correção gramatical.

Você sabe delimitar as diferenças existentes entre os textos dissertativo e dissertativo-argumentativo? Os dois tipos textuais apresentam características distintas, e entendê-las é fundamental para criar uma boa proposta de intervenção na redação do Enem. Vamos aos estudos?
Na dissertação argumentativa do Enem, o candidato precisa, além de dissertar e apresentar argumentos, defender uma ideia e justificá-la. É preciso também criar uma proposta de intervenção para o problema, ou seja, não basta concluir o texto, é obrigatória a apresentação de soluções viáveis que respeitem os direitos humanos, tópico previsto na matriz de referência do Exame. O grande problema é que a maioria dos estudantes não está habituada à dissertação argumentativa, já que na escola aprendemos que toda redação deve ter começo, meio e fim. Entenda agora como converter a conclusão de seu texto em uma proposta de intervenção.
Intervir significa atuar diretamente, agindo ou decidindo, e emitir, expor opinião. Sendo assim, na proposta de intervenção, é preciso que o candidato apresente soluções exequíveis para o problema. Isso quer dizer que não adianta criar soluções mágicas ou mirabolantes, é preciso que as propostas apresentadas sejam coerentes e viáveis. Para isso, você deverá recorrer a todo conhecimento aprendido na escola nas diversas disciplinas, sempre considerando a diversidade sociocultural.
A proposta deve estar bem detalhada e apresentar conexão com os argumentos desenvolvidos ao longo do texto. Se você ficar em dúvida no momento de elaborá-la, responda às seguintes perguntas:
1) O que é possível apresentar como proposta de intervenção na vida social?
2) Como viabilizá-la?
Muitos candidatos acabam utilizando fórmulas desgastadas para concluir o texto, como expressões do tipo “é preciso que a população se conscientize”, ou “é fundamental que a mudança ocorra”, entre outros chavões que não contribuem em nada para a elaboração da proposta de intervenção. É claro que a tomada de consciência é o primeiro passo para a solução de grandes problemas, mas insistir apenas nesse tipo de senso comum não te levará à sonhada nota 1.000. Não se esqueça também de que ser indiferente, utilizando expressões do tipo “não adianta fazermos nada”, “não há soluções para o  problema” ou “infelizmente as coisas nunca vão mudar”, certamente lhe prejudicará, ainda que ao longo do texto você tenha apresentado bons argumentos. Observe abaixo exemplos de propostas de intervenção para a redação do Enem e veja que não basta concluir: é imprescindível intervir. Bons estudos e boa prova!
Exemplos de redações nota 1.000 no Enem
Em 2012, o tema da redação do Enem foi “Movimento imigratório para o Brasil no século XXI”. Observe a proposta sugerida pela candidata Y. R.V.:
Torna-se evidente, portanto, que o país precisa administrar de forma mais consciente a expressiva chegada de imigrantes. Com esse objetivo, além das medidas anteriormente citadas, a criação da "cartilha do imigrante" ajudaria no estabelecimento desses indivíduos, uma vez que eles ficariam cientes de suas possibilidades, sendo papel do governo elaborá-la. Com os imigrantes incrementando não só a cultura como a economia, a reação social de transformação em país do futuro certamente será agilizada.
Na última edição do Exame Nacional do Ensino Médio, o tema foi “Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”. Observe a proposta de intervenção da candidata B.C.:
Portanto, a Lei Seca é importante para a redução do número de acidentes de trânsito. Porém, sua efetividade completa só ocorrerá com a mobilização da sociedade. Sendo assim, é preciso que o governo acrescente ao currículo escolar disciplinas como cidadania e segurança no tráfego, além de tornar mais rígidas as punições pelas transgressões e aumentar o número de postos de fiscalização. Ademais, deve-se fazer uma reforma no sistema de transportes públicos, aumentando o número desses nos horários noturnos e nas cidades periféricas. Dessa forma, será possível reduzir o número de mortes no trânsito e chegar a uma sociedade menos individualista.
Fonte: http://vestibular.brasilescola.com/enem/proposta-intervencao-na-redacao-enem.htm

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Desenvolvimento insuficiente prejudica redação


Desenvolvimento insuficiente prejudica redação

Thaís Nicoleti Camargo - Especial para a Folha de S. Paulo
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Atualizado em 10/08 às 11h55.
Folha de S.Paulo
O estudante faz uma leitura superficial dos fatos. Talvez seja esse o principal problema do texto. No parágrafo introdutório, no qual caberia a tese a ser defendida, está apenas a constatação de que a população brasileira está muito confusa diante das atitudes eticamente condenáveis perpetradas pelos governantes.

O desenvolvimento dessa ideia revela certo simplismo. É verdade que, mais uma vez, o dinheiro do povo está sendo desviado de seus objetivos e que os problemas crônicos do país- saúde, educação, desemprego e violência- continuam negligenciados. Ocorre, entretanto, que talvez não seja esse o foco da questão.
Estamos diante de uma situação complexa. O grupo que ora se encontra no poder simbolizava a esperança de renovação e, sobretudo, de compromisso com os anseios do povo. A frustração imensa que acomete as pessoas vem do sentimento de traição da confiança. Além disso, não se trata agora simplesmente de indivíduos que se aproveitam do poder para assaltar o erário e encher os próprios bolsos. Estamos diante da revelação de práticas absolutamente desrespeitosas à ética, como a compra de votos, que vem sendo chamada de "mensalão".
Se, por um lado, o conhecimento dos fatos nos faz desacreditar ainda mais da classe política, por outro- e isso talvez nos sirva de alento-, é ele que nos pode conduzir à construção de novos caminhos. Essa é a discussão contida na proposta de redação.
É importante que o redator assuma uma posição, seja qual for, e a defenda. O debate de ideias, bem como a proposição de hipóteses e ponderações, enriquece o texto dissertativo. A mera constatação dos fatos é insuficiente.
Ao dissertar, é preciso emitir opiniões e validá-las por meio de argumentos. É a capacidade de organizar um raciocínio que é valorizada na redação.
Convém deixar claro que uma opinião é um pensamento construído. Só temos opinião sobre aquilo que é objeto de nossa reflexão. É preciso que nós nos convençamos das ideias que pretendemos expor aos outros, O texto aqui comentado não se desenvolve porque o autor não se propõe posicionamentos nem reflexão. É preciso buscar os pontos problemáticos do tema, aqueles capazes de suscitar a polêmica. Ao problematizar o tema, as ideias surgem. Depois, o trabalho é selecioná-las e hierarquizá-las.
A linguagem, por sua vez, deve abandonar o tom informal e, com o máximo de precisão e correção gramatical, contribuir para a articulação das ideias.
Thaís Nicoleti Camargo - Especial para a Folha de S. Paulo
Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/redacao/dicas/desenvolvimento-insuficiente-prejudica-redacao.htm

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Redação do Enem exige opinião e argumentação dos candidatos; veja dicas






Redação do Enem exige opinião e argumentação dos candidatos; veja dicas
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Marcelle Souza
Do UOL, em São Paulo

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Faltando poucos dias para o Enem 2014 (Exame Nacional do Ensino Médio), que será nos dias 8 e 9 de novembro, ainda é possível se preparar para a redação, que tem um peso importante na prova e tira o sono de muitos candidatos. A dica, segundo professores ouvidos pelo UOL, é separar um tempo para ler notícias e pesquisas sobre temas que foram muito discutidos neste ano.
"É importante ler sobre temas relacionados a cidadania, direitos humanos, meio ambiente, ética e diversidade cultural, que são os eixos temáticos da prova do Enem", afirma a professora de redação Francisca Barros, do Sistema Ari de Sá.
"Uma coisa interessante é dar uma lida na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que pode ajudar na hora da argumentação. O aluno pode citar um artigo, deixar claro que estudou e sabe o que está escrito lá", diz Jorge Júnior (mais conhecido entre os alunos como JJ), professor e coordenador do Colégio e Curso Intellectus.
Os dois professores dizem que a maior dificuldade dos alunos é defender um ponto de vista na redação. "O principal problema ao escrever uma redação é acreditar que está sendo argumentativa, enquanto, na verdade, é descritiva", afirma JJ.
"O aluno não tende a fazer uma redação argumentativa, que é pedida pela banca, ele tende a expor, falar sobre o que sabe, mas não sabe opinar sobre aquilo. Na verdade, ele precisa mostrar a sua opinião, deixar claro para o corretor do Enem que tem sim uma ideia, uma opinião, e sabe expressar isso através de um texto", diz Barros.
Para auxiliar na construção da tese que será defendida na redação, os professores dizem que é importante ler jornais, revistas, pesquisas e artigos de opinião para ampliar o repertório de argumentos sobre temas da atualidade.
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Veja como será a correção da redação do Enem 2014 7 fotos

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O Enem 2014 (Exame Nacional do Ensino Médio) será realizado nos dias 8 e 9 de novembro em todo o país. Antes do exame, os candidatos precisam saber como funciona a correção da redação, que vale de zero a 1.000. Para facilitar a preparação, o UOL lista a seguir situações que podem acontecer nas correções da redação do Enem 2014. Veja a seguir Junior Lago/UOL

Passo a passo na hora da prova

No dia da tão temida prova, os professores dizem que o primeiro passo é ler atentamente os textos de apoio e a proposta de redação. "O Enem costuma trazer uma coletânea de textos, que tende a ajudar o aluno, mesmo que ele seja leigo naquele assunto", afirma Barros.
Após uma leitura detalhada, os professores recomendam que o candidato faça um pequeno esqueleto do texto, que ainda não é o rascunho, e deve conter a tese defendida na redação, os argumentos usados para sustentar essa tese e a proposta de intervenção ou solução que o estudante dará para esse problema.
Segundo essa estrutura, o texto deverá ter ao menos quatro parágrafos: um de introdução, dois (ou três) para a argumentação, e o último com a proposta de intervenção. Em média, eles recomendam que o aluno escreva 15 linhas.
"A redação do Enem precisa ter os três elementos: tese, argumentos e solução. Eles [os corretores] querem saber como ao aluno se comporta enquanto ser pensante e produtor de um texto", afirma a professora do Ari de Sá. 
Depois de listar de forma sucinta as ideias de cada parágrafo, o candidato pode fazer um rascunho ou partir para as questões, conforme se sentir mais à vontade. Mas atenção, os professores recomendam que o aluno separe ao menos uma hora para o rascunho e a transcrição da redação.
"Eu percebo que o Enem é uma pressão para os alunos, algo que pode definir a vida deles. Em geral, são alunos preparados, focados, mas é bem possível que o desespero atrapalhe", afirma o professor do Intellectus. Sendo assim, além de estudar, vale também separar um tempo para relaxar para a prova.
Fonte: http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/10/27/redacao-do-enem-exige-opiniao-e-argumentacao-dos-candidatos-veja-dicas.htm

domingo, 23 de agosto de 2015

Dez dicas para a redação do Enem


Dez dicas para a redação do Enem

Evitar regionalismos, generalizações, redundâncias, períodos longos e chavões estão entre as principais dicas de redação para o Enem.

Por Luana Castro Alves Perez

As dicas são interessantes complementos para a sua rotina de estudos, pois resumem os principais temas de maneira prática e objetiva.

O Enem está chegando, e você que se preparou para o maior vestibular do Brasil certamente quer garantir sua vaga em uma das melhores universidades do país, não é mesmo? Você já sabe que a nota da Redação pesa muito na avaliação final, portanto, todo cuidado na hora de redigir seu texto ainda é pouco. Para ajudá-lo a conhecer os segredos da boa escrita, o Vestibular Brasil Escola traz dez dicas de Redação para o Enemque vão te deixar mais perto da nota 1.000. Vamos aos estudos?
Em primeiro lugar, é importante salientar que as dicas servem para complementar o aprendizado, ou seja, é preciso que você já tenha uma sólida bagagem de conhecimento para que elas sejam mais bem aproveitadas. As dicas de redação são como lembretes de tudo aquilo que você aprendeu na escola, um resumo bastante útil e dinâmico para o candidato nortear seus estudos. Agora que você já sabe disso, conheça nossas dez dicas para o Enem que contemplam aspectos sintáticos e semânticos do texto:
1.  Nunca, em hipótese alguma, generalize: As generalizações devem ser abolidas de seu texto, pois elas revelam falta de reflexão sobre determinado assunto. Dizer, por exemplo, “que os brasileiros não gostam de política”, desconsidera uma boa parcela da população que se interessa pelo tema.
2. Evite o uso da voz passiva: A redação deve ser clara e direta, portanto, não há espaço para ambiguidades. Para isso, evite a voz passiva e possíveis inversões na ordem dos elementos da oração.
Fonte:http://vestibular.brasilescola.com/enem/dicas-para-redacao-enem.htm
3. Não seja redundante: A redundância, ou pleonasmo vicioso, é considerado um vício de linguagem. Sendo assim, cuidado para não repetir a mesma informação ou argumento ao longo do texto, ainda que através de diferentes palavras e expressões.
4. Exageros não são bem-vindos: Hipérboles → Evite-as. A hipérbole é um recurso expressivo da linguagem muito utilizado nos textos de linguagem literária, o que não é o caso da dissertação argumentativa do Enem. Então, nada de dizer que “bilhões de brasileiros vão às urnas no ano de 2014”. O bom senso agradece.
Para ficar mais perto da nota 1.000, alguns fatores devem ser considerados, entre eles: adequação linguística, autenticidade e domínio ortográfico.
Para ficar mais perto da nota 1.000, alguns fatores devem ser considerados, entre eles: adequação linguística, autenticidade e domínio ortográfico.
5. Não abuse das exclamações: Tudo bem quando você conversa com seus amigos no bate-papo virtual e, para ser mais enfático e mostrar toda a sua felicidade ou indignação, usa várias exclamações (pra quê???). Apenas uma é suficiente, certo?
6. Citações são bem-vindas, mas sem exageros: Algumas pessoas, na imensa vontade de mostrar que têm uma rica bagagem de leitura e que conhecem vários escritores, pensadores, filósofos etc., acabam recheando o texto de citações. Cuidado, esse hábito pode ter um resultado bem diferente do esperado, pois quem cita demais geralmente não tem ideias próprias para mostrar aos corretores. Pense nisso!
7. Evite frases longas: As frases longas geralmente são resultado de má pontuação. Se você não é um escritor experiente, daqueles que sabem exatamente como escrever um período longo sem deixá-lo incompreensível, evite-as. O leitor pode perder-se nas informações, então opte por frases curtas e períodos bem pontuados.
8. Mesóclises? Evite-as: Você acha que conhece tudo sobre colocação pronominal e, lá no meio do seu texto, inventa de usar uma mesóclise para impressionar o corretor? Se você não souber que a mesóclise é usada em todos os casos de ênclise nos quais os verbos estão conjugados ou no futuro do presente ou no futuro do pretérito, significa que provavelmente você vai tropeçar na colocação pronominal. Na dúvida, evite-a.
9. Evite regionalismos linguísticos: Nós sabemos que você adora seu estado e sua cultura local, sabemos também que os falares regionais são elementos das variações linguísticas, mas também sabemos que, possivelmente, o corretor da sua redação não vai reconhecer aquela expressão que você usa com a maior naturalidade do mundo na sua cidade. Deixe os regionalismos para a modalidade oral e para os textos literários, certo?
10. Por último, mas não menos importante... Evite chavões e lugares-comuns: Ao contrário do que se imagina, os chavões ou lugares-comuns não enfeitam o texto, muito pelo contrário, esse tipo de vício da linguagem apenas evidencia certa “preguiça linguística” do candidato. Os chavões são como fórmulas de expressão, quase todo mundo usa, menos você, que sabe se expressar de maneira inteligente e autêntica.

DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA NO ENEM: CONCEITOS BÁSICOS



Fala, galera!
 Hoje, vamos começar a entender melhor como construir um texto dissertativo argumentativo.
Iniciaremos pela estrutura desse tipo de texto.
A ESTRUTURA TEXTUAL – noções básicas
A tipologia cobrada no ENEM é a dissertação argumentativa. Esse tipo de texto divide-se, basicamente, em três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão. Ao longo de nossas próximas aulas, iremos estudar mais profundamente cada uma delas.
Por enquanto, analisemos o resumo a seguir:
·         INTRODUÇÃO: corresponde ao primeiro parágrafo do seu texto. Nela, apresentamos o tema,contextualizando o leitor, e formulamos a chamada tese, que se trata de uma ideia central sobre o assunto, uma opinião formada sobre o tema.
·         DESENVOLVIMENTO: cada parágrafo dessa parte corresponde a um argumento. É nesse segmento do texto que se desenvolvem as ideias que sustentarão a tese inicial.
·         CONCLUSÃO: parte final do texto. Nesse último parágrafo, retomamos a tese e finalizamos o raciocínio. É comum a formulação de propostas e de sugestões relacionadas ao tema desenvolvido.

Não tenham medo de escrever. Pratiquem, testem, explorem suas ideias. O momento de lapidar o conhecimento é agora. Assim, vocês se sentirão muito mais seguros na hora em que o jogo estiver valendo.
A redação não é um bicho de sete cabeças e juntos vamos perceber isso!


AS INFORMAÇÕES IMPLÍCITAS
Fala, galerinha!
Hoje, vamos falar sobre a importância das informações implícitas para a interpretação de texto. Inicialmente, precisamos entender que, na elaboração de uma mensagem, nem sempre aquilo que procuramos dizer está explícito, ou seja, nem sempre é dito de forma direta ou objetiva.
Muitas vezes, para percebermos o que está implícito em um enunciado, precisamos lidar comconhecimento de mundo (cultura geral), com deslocamento contextual ou, até mesmo, com alguns indicadores linguísticos.
Observem a piada a seguir:
“Um louco pergunta para um outro:
- Você tem horas?
- Tenho.
O outro:
- Obrigado”.
Reparem que o enunciado “Você tem horas?” parte do princípio de que quem faz o questionamento deseja saber que horas são efetivamente, apesar de essa afirmação não estar explícita na pergunta. Como já estudamos, há uma quebra de expectativa do leitor (humor) entre as perguntas e suas respectivas respostas.
Vejam esse outro exemplo:

Na charge acima, há uma crítica em relação à falta de memória e de compromisso do cidadão em relação ao voto. Além disso, no segundo quadrinho, fica subentendido, ou seja, implícito que o político fez algo de errado em seu governo, porém não sofre retalhações por isso. Percebam que oconhecimento de mundo ajuda bastante na interpretação, além, claro, de uma observação doselementos linguísticos envolvidos (jogo de palavras e desenho).

Conceitos importantes:
·         POSTO E PRESSUPOSTO
Vejam a frase a seguir:
 O tempo continua nublado.
Podemos dizer que o posto é exatamente a informação explícita, que afirma que o tempo está, no momento da fala, nublado. O verbo “continuar”, entretanto, passa uma informação implícita de antes o tempo já estava nublado. A essa informação que passa a ser percebida pelo leitor, a partir do posto, damos o nome de pressuposto.
·         IMPLÍCITO OU SUBENTENDIDO
Vejam a charge a seguir:

O subentendido do texto acima está no fato de o referido prefeito ter sido tão ausente em seu governo anterior que parecia ser sua primeira candidatura. A crítica está na sua péssima atuação como prefeito; é como se ele não tivesse feito nada representativo e importante para a cidade.
SE LIGA!
Muitas vezes, para que o subentendido seja compreendido pelo ouvinte ou pelo leitor, é preciso saber analisar as palavras fora de seu significado literal. O contexto é fundamental para isso. Perceba a situação descrita abaixo:
Um jovem com um cigarro na mão dirige-se a outro e pergunta:
- Você tem fogo?
Notem que a pergunta feita subentende que o jovem está pedindo ao outro um isqueiro ou coisa parecida para acender o cigarro. Na realidade, está implícito o pedido: “Por favor, você poderia acender o meu cigarro?”
·         INFERÊNCIA
Inferir é o mesmo que se chegar a conclusões a partir de fatos conhecidos posteriormente. Veja a imagem a seguir, divulgada no site http://kibeloco.com.br/ num período em que a proliferação do mosquito causador da dengue (o Aedes aegypti) assutava os cidadãos cariocas:

Reparem que, para demonstrar o pavor das pessoas diante da dengue (representada na imagem pelo mosquito), criou-se um diálogo com o famoso quadro expressionista “O Grito” de Edvard Munch. Parainferir isso, é preciso um conhecimento prévio da obra.